Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Desde o início de 2009, o Ministério da Educação e Cultura - MEC, estuda mudanças no ensino brasileiro, não somente no Vestibular, mas também no Ensino Médio. As mudanças dizem respeito diretamente as disciplinas, que seriam substituidas por áreas de interesse.
Como professor licenciado em Geografia, fico a me perguntar a quem servem estas mudanças?
Pois, do meu ponto de vista, seria necessário um período de transição, inclusive, com uma mudança na formação dos professores, que ainda é por disciplinas.
A Secretaria de Educação e Cultura do RS, já se antecipou e já diz que vai adotar as mudanças propostas pelo MEC, já em 2010. E que os professores receberiam cursos de "adequação" a nova proposta.
Em primeiro lugar, sou favorável a mudanças que venham a valorizar o aluno e o ensino, na formação do cidadão mas, pelo que me parece, o intuito é o de legitimar o professor "quebra-galho", aquele que se formou, por exemplo, em Geografia, e ministra aulas de História.
Assim, com uma divisão de grupos de interesse, nas Humanas, onde estão a Filosofia, a Geografia, a História e a Sociologia, qualquer um destes poderiam, em tese, dar qualquer uma destas disciplinas, mesmo sem formação específica.
Vejo que, como está sendo proposto, se pode, ao invés de se qualificar o ensino, conseguirmos o inverso.
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Dia do Trabalhador: um dia de lutar
Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes.
No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiram que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.
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Muita coisa mudou no mundo do trabalho de lá para cá, mas ainda há muitos trabalhadores sendo explorados. No Brasil, principalmente, o trabalho escravo ou em condições precárias, como o dos chamados boia-fria ainda é uma realidade. Também os baixos salários pagos por jornadas longas. Em suma, o capital sempre a explorar o trabalhador. Como dizia Lula quando era sindicalista...
Aluta continua companheiro!
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Mario Rangel
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Quinta-feira, Abril 30, 2009
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Foga$$a, na contramão, quer extinguir ciclovia.
Segundo matéria da ZH, Foga$$a vai desativar o Caminho dos Parques. Uma via protegida para ciclistas que funciona em domingos e feriados, e que liga o Parcão e a orla do Guaíba.
Na contramão da tendência mundial, de incentivar o uso a bicicleta, o nosso alcaide poeta, extingue a via.
Os motivos, segundo o segretário fo Foga$$a é que: "O projeto é muito ruim. Induz as pessoas a riscos. Não pode ter uma ciclofaixa em vias de alta movimentação de veículos, como a (Avenida) Goethe, por exemplo. Por isso, vamos retirar as placas – afirma Luiz Afonso Senna, secretário municipal de Mobilidade Urbana".
Senna não entende é bulhufas de mobilidade urbana, se a intenção de se criar ciclovias é substituir o carro pela bike, como não implementar ciclovias "em vias de alta movimentação de veículos"?
Na realidade, desde que assumiu a prefeitura, não há manutenção e nem fiscalização do Caminho dos Parques. Quer dizer, ele não té nem aí prá ciclista.
Como ando de bike quese que diariamente, vejo com maus olhos esta decisão. Pois se existe a "vontade" de se fazer ciclovias, primeiro se implante as novas e, depois, aí sim, desative a que já existe.
Outra crítica que faço, diz respeito ao que se chama de ciclovia frente ao shoping Barra Sul, que liga nada a lugar nenhum e, ainda por cima, tem piso irregular e serve de calçada para pedestres.
NÃO É UMA CICLOVIA.
É complicado andar de bike na capital do RS...
Até quando?
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Mario Rangel
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Quarta-feira, Abril 29, 2009
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009
A Geografia e a Gripe Suína: uma questão ambiental
De repente nos cai no colo a notícia de probabilidade de uma pandemia de Gripe Suína, que se espalha a partir do México. É incrível a velocidade de sua propagação e, mais que isso, a sua origem.
Não vou aqui comentar o que é esta doença, pois penso que já sabemos do que se trata. Um vírus do tipo influenza, que se propaga pelo ar e é altamente infeccioso.
O que se pode dizer, a respeito de sua origem (além da questão biológica), é que, com as políticas neoliberais em curso no México, muito pouco ou quase nada, foi ou é investido em saneamento básico naquele país, principalmente na Cidade do México (a cidade mais populosa do mundo), onde a pobreza faz companhia para quase metade de sua população.
São grandes contingentes de pessoas em ônibus e trens lotados, respirando um ar carregado de toda a sorte de vírus e bactérias (a Cidade do México é a metrópole mais poluída do planeta).
E, agora, o vírus da Gripe Suína, viaja de avião, a partir daquele país, para todas as partes do globo, a uma velocidade de 800 km/h. Rápido o bastante para, em poucas horas, já ser encontrado em pessoas de cinco países (no dia 28/4/09, além do México e Estados Unidos, Israel, Nova Zelândia e Espanha já tem casos confirmados).
E agora, o que fazer?
Além da crise do capitalismo globalizado, da crise ambiental, temos no caminho da humanidade, uma provável crise de saúde pública.
Pois, o que se vai fazer para as pessoas não saírem de casa? Não serem expostas ao vírus?
Como, vai ficar o capitalista, se estas pessoas não saírem de casa, para trabalhar e consumir?
Como, vai ficar o capitalista, se estas pessoas não saírem de casa, para trabalhar e consumir?
Eu não tenho estas respostas...
Quem terá?
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Mario Rangel
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Terça-feira, Abril 28, 2009
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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
O Dia da Terra: ela está doente.
Hoje, 22 de abril, é o Dia da Terra.
A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de1970. Foi iniciada pelo senador norteamericano Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades.
A pressão social teve seus sucessos e o governo dos Estados Unidos criaram a Agencia de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.
Dela para cá, todos os anos a data é lembrada e, como já éramos alertados na década de 70, o modo de vida da humanidade, continua insustentável, e a Terra sofrendo.
O modelo capitalista de consumo desenfreado está levando a Terra ao colapso. O consumo de energia, através dos combustíveis fósseis, ainda é responsável por 80% da demanda. Este consumo está aumentando os riscos de o Planeta não ter mais condições de se auto-recuperar.
Gaia está pedindo socorro.
Pois como um ser humano acometido por uma infecção, está com febre, a Terra, também está nesta situação: doente e quente... Com febre para debelar o mal que se abate sobre ela.
E o que podemos fazer para ajudá-la?
Pequenas ações não salvarão a Terra, mas podem ajudar a melhorar sua condição.
Reduzir o nosso consumo é essencial: devemos consumir somente o que precisamos, o consumismo é insustentável, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista social, pois para consumirmos algo, alguém deixa de consumir. Não há para todos.
Separar o lixo, economizar água e energia, são importantes para uma vida melhor para as gerações futuras.
Não podemos ser egoístas e pensarmos somente em nós mesmos. Solidariedade é o que pode mudar o destino da Terra.
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Quarta-feira, Abril 22, 2009
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Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Baixa atividade do sol intriga astrônomos
Segundo matéria da BBC, o Sol está em um de seus períodos de menor atividade em quase 100 anos, mas isso não reverte efeitos do aquecimento global.
O astro rei passa por um de seus períodos mais quietos por quase um século, praticamente sem manchas solares (explosões na atmosfera solar) e emitindo poucas chamas.
A observação da estrela mais próxima da Terra está intrigando os astrônomos, que estão prestes a estudar novas imagens do sol captadas no espaço na Reunião Nacional de Astronomia do Reino Unido.
O sol normalmente passa por ciclos de atividade de 11 anos. Em seu pico, ele tem uma atmosfera efervescente que lança chamas e "pedaços" gasosos super quentes do tamanho de pequenos planetas. Depois deste pico, o astro normalmente passa por um período de calmaria.
Esperava-se que o sol voltasse a esquentar no ano passado depois de uma temporada de calmaria. Mas em vez disso, a pressão do vento solar chegou ao seu nível mais baixo em 50 anos, as emissões radiológicas são as mais baixas dos últimos 55 anos e as atividades mais baixas de manchas solares dos últimos 100 anos.
Segundo a professora Louise Hara, do University College London, as razões para isso não estão claras e não se sabe quando a atividade do sol vai voltar ao normal.
"Não há sinais de que ele esteja saindo deste período", disse ela à BBC News.
"No momento, há artigos científicos sendo lançados que sugerem que ele vai entrar em um período normal de atividade em breve."
"Outros, no entanto, sugerem que ele vai passar por outro período de atividades mínimas - este é um grande debate no momento."
Mini era do gelo
Em meados do século 17, um período de calmaria - conhecido como Maunder Minimum - durou 70 anos, provocando uma "mini era do gelo".
Por isso, alguns especialistas sugeriram que um esfriamento semelhante do sol poderia compensar os efeitos das mudanças climáticas.
Mas segundo o professor Mike Lockwood, da Universidade de Southhampton, isso não é tão simples assim.
Mas segundo o professor Mike Lockwood, da Universidade de Southhampton, isso não é tão simples assim.
"Quisera eu que o sol estivesse vindo a nosso favor, mas, infelizmente, os dados mostram que não é esse o caso", disse ele.
Lockwood foi um dos primeiros pesquisadores a mostrar que a atividade do sol vinha decrescendo gradualmente desde 1985, mas que, apesar disso, as temperaturas globais continuavam a subir.
"Se você olhar cuidadosamente as observações, está bem claro que o nível fundamental do sol alcançou seu pico em cerca de 1985 e o que estamos vendo é uma continuação da tendência para baixo (na atividade solar), que vem ocorrendo há cerca de duas décadas."
"Se o enfraquecimento do sol tivesse efeitos resfriadores, já teríamos visto isso a esta altura."
"Se o enfraquecimento do sol tivesse efeitos resfriadores, já teríamos visto isso a esta altura."
Meio termo
Análises de troncos de árvores e de camadas inferiores de gelo (que registram a história ambiental) sugerem que o sol está se acalmando depois de um pico incomum em sua atividade.
Lockwood acredita que, além do ciclo solar de 11 anos, há uma oscilação solar que dura centenas de anos.
Lockwood acredita que, além do ciclo solar de 11 anos, há uma oscilação solar que dura centenas de anos.
Ele sugere que 1985 marcou o pico máximo deste ciclo de longo prazo e que o Maunder Minimum marcou seu ponto mais baixo.
Para ele, o sol agora volta a um meio termo depois de um período em que esteve praticamente no topo de suas atividades.
Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) mostram que as temperaturas globais subiram em média 0,7 C desde o início do século 20.
As projeções do IPCC são de que o mundo vai continuar a esquentar, e a expectativa é de que as temperaturas aumentem entre 1,8 C e 4 C até o fim deste século.
As projeções do IPCC são de que o mundo vai continuar a esquentar, e a expectativa é de que as temperaturas aumentem entre 1,8 C e 4 C até o fim deste século.
Ninguém sabe ao certo como funciona o ciclo e altos e baixos na atividade solar, mas os astrônomos se veem, agora, graças a avanços tecnológicos, em uma posição privilegiada para estudar o astro-rei.
Segundo o professor Richard Harrison, do Laboratório Rutheford Appleton, em Oxfordshire, este período de quietude solar dá aos astrônomos uma oportunidade única.
"Isso é muito animador, porque como astrônomos nunca vimos nada assim em nossas vidas", disse ele.
"Temos uma sonda lá no alto para estudar o sol com detalhes fenomenais. Com esses telescópios podemos estudar esta atividade mínima de um modo que nunca fizemos no passado."BBC Brasil
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Terça-feira, Abril 21, 2009
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